domingo, 19 de maio de 2013








os pedaços de epee...  minhas frases incompletas, ou recheadas de reticências são histórias que muitos não alcançam. folhas por aí espalhadas em notas apressadas ou em itens gravados no celular. se perco tempo, ou se o encontro, é porque preciso sentir a minha própria pele. e me questiono se fazem sentido, ou se alguém os encontrará para além de mim. desconheço o movimento pela inspiração. existe a necessidade, mais fisiológica que qualquer outra coisa. escrever é como comer, beber e respirar. e tão diferente de ler. ou de escrever movida por uma leitura. e tão menor. aquilo que tem uma enorme dificuldade para ser expressado, de repente na leitura do outro ganha asas, e são imensos os sentires de força que me fazem voar. às vezes penso que é um castigo. ou uma maldição. mas quando me vejo ali tão sensível à arte de alguém, e descubro que não existe aventura maior que a paisagem que aquele outro me oferece, só então compreendo que há palavras de dentro que não precisam sair para existir, e paro de brigar comigo mesma.

4 comentários:

  1. gosto do teu escrevinhar, porque se pode ler sempre muito para além daquilo que está escrito...

    a foto parece simples, mas, acho que não é e o mais bonito dela é que tem uma miscelânea de cores que eu gosto.

    beijo

    :)

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  2. acho que te compreendo às vezes, outras vezes não compreendo tudo mas a estética agrada, é bom quando alguém comenta algo inesperado ou comenta exactamente aquilo que pensamos. dificil mas acontece ;)
    o q me fascina na tua escrita é a proximidade do "português", sem vocábulos tipicamente "brasileiros", quer dizer q é possível entendermo-nos, a língua é única se quisermos

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    1. Tantas palavras para dizer, apenas, que nada me fascina mais, ou tanto quanto a leitura que o outro me provoca, e me provocando, me move a escrever.

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  3. ainda bem ;) escrevamos e fotografemos

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