quinta-feira, 15 de março de 2012







soca as mãos na mesa num rompante imprevisível e grita à dor que se faz presente. acrescenta-se a ela, uma lágrima, depois outra. visível a pungência que torna abstrata a realidade por ter sido o vértice de uma inconsciência relativa. falta-lhe o ar. faltam-lhe as pernas. e tomba à esquerda da sepultura que há muito a aguardava. 

4 comentários:

  1. Nesta vida há algo que nos é proibido e que é desistir.
    Somos bem mais fortes que o que julgamos e perante a beleza estética deste texto, há que fazer dela a nossa bandeira!
    Um beijo.

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  2. Mas tem de se reerguer porque, se tem a FORÇA necessária para SOCAR, tem que ter a mesma FORÇA para seguir em frente e nunca se deixar levar pela inconsciência de não querer ter dor, de sentir falta de ar...pois só essa inconsciência nos transmite a consciência de que, apesar do TOMBO, a FORÇA está lá...
    Quem sabe a FORÇA para se levantar e não se deixar morrer por um simples tombo de fraqueza, porque a lágrima, fria...faz retomar a consciência e a FORÇA de viver...

    Bjs
    Carli

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  3. "A gente tem que ter 100% de esforco onde há 1% de chance"...

    e haja esforco né!

    Que bom estamos de volta, eba! :)

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  4. Toda a lágrima, aquela lágrima deve ser vertida até secar... aí, respirar... o choro, tantas vezes faz perder o oxigénio e não se consegue respirar. Mas, depois do tombo choroso e pisar na sepultura parece que algo se vai, e adquiri o peso de uma pluma interna, mesmo que momentânea!!

    Pergunto, se há força para socar, berrar no choro... porque raios, não há força que não deixe os bichinhos sequer se aproximarem da janela espelho alma?

    Ah, um beijo

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