na radiografia hemorrágica que precede o caminho de pedras, não há tema. só o sangue a escorrer longe do conta gotas. virgulando minhas epeedices tento não sucumbir ao monólogo. alterno as páginas da memória suprimindo as interrogações. aposto no apóstrofo, no aposto e no vocativo. no vocabulário relativo e no silêncio das exclamações. mas sempre percorrendo linhas de pontuação transparente e atenta ao traço que me prende à oposição reversa de um dilema. e assim, enganando os dias sem infringir nenhuma regra da língua portuguesa, desço no último parágrafo. respiro fundo e antecipo o mergulho. só por respirar. só porque sim. só por não poder fugir.

Uma fuga que afinal não se pretende... simplesmente porque não se deseja!
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