terça-feira, 28 de fevereiro de 2012








anestesiada no vazio incomensurável de sua existência, batalha inquirida contra a essência dos sinais que respeitou. não saiu dela nenhuma resposta à perda de liberdade e dignidade que foi por ela responsabilizada. tanto tempo depois e para sempre. nem à perda de todo o sangue escorrido pela ausência sofrida. cansada de resistir como um animal [não mais, não tanto] aperta as próprias mãos até quebrar os ossos e arrasta-se de dor no sentido oposto ao ritual que perseguia seus instintos mais viscerais. desconhece o verbo que a chama. desconhece se atenderá ao seu chamado. fecha os olhos e entrega-se.

2 comentários:

  1. Esse é o sinal da ousadia libertadora!

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  2. Quando se pensa que a desistência é a pior das soluções, uma verdade maior confere-lhe a importância da atitude mas sóbria, já que nos final de cada percurso, está o início de uma nova etapa, de um novo mundo e, até, de uma nova Vida!... Fechando os olhos, como virar as costas a um caminho de impedimento e algum sacrifício entregue à esperança de não chegar a lugar algum, é um abrir de olhos à realidade, para, finalmente, ver o caminho livre que há para percorrer!... Isso é como ressuscitar de um longo tempo perdido, ainda muito a tempo de o recuperar, porque a Vida, por mais curta que seja, tem percursos milagrosamente extensos em toda a sua dimensão de felicidade disponível!... Tudo, depois de um piscar de olhos!...




    Abraço

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