e quem nunca sentiu a dor da indiferença, quem não sabe o que é, não o desamor, mas o desprezo, que atire a primeira pedra. ou a palavra. que me mande para o inferno, ou para o raio que me parta. toda. nem assim. estou cansada dos murros na ponta da faca e de conter a hemorragia no silêncio. quero o grito. de dor. meus 'ais' malditos. nunca esse remendo. ou esse engano. antes o caminho da escuridão à demagogia hipócrita dos verbos que amanhecem no céu. da boca. se não morro de câncer, morro de indiferença. se pudesse escolher morreria de beijos, mas esses, já não me lembro do sabor. por mais que queira perfumar as palavras, nada vai mudar a ordem natural da oração. ele existe. eu resisto. mais cedo ou mais tarde todos nós morremos. também eu. com câncer ou não. com esperança. ou não. e sempre a sós. a luta vai continuar. sem vencidos e sem vencedores. depois tem o tempo, e a memória. apagada. como uma página fechada a comentários, porque não há o que ser dito. nem lido. no final todas as profecias se cumprem. epee sempre foi louca. e loura. vil. nunca a mulher. nem mesmo a pessoa. uma janela aberta à apatia dos dias. e da vida. e que agora se fecha para nunca mais se abrir.
sábado, 7 de janeiro de 2012
¬meu primeiro [e único] poema
e quem nunca sentiu a dor da indiferença, quem não sabe o que é, não o desamor, mas o desprezo, que atire a primeira pedra. ou a palavra. que me mande para o inferno, ou para o raio que me parta. toda. nem assim. estou cansada dos murros na ponta da faca e de conter a hemorragia no silêncio. quero o grito. de dor. meus 'ais' malditos. nunca esse remendo. ou esse engano. antes o caminho da escuridão à demagogia hipócrita dos verbos que amanhecem no céu. da boca. se não morro de câncer, morro de indiferença. se pudesse escolher morreria de beijos, mas esses, já não me lembro do sabor. por mais que queira perfumar as palavras, nada vai mudar a ordem natural da oração. ele existe. eu resisto. mais cedo ou mais tarde todos nós morremos. também eu. com câncer ou não. com esperança. ou não. e sempre a sós. a luta vai continuar. sem vencidos e sem vencedores. depois tem o tempo, e a memória. apagada. como uma página fechada a comentários, porque não há o que ser dito. nem lido. no final todas as profecias se cumprem. epee sempre foi louca. e loura. vil. nunca a mulher. nem mesmo a pessoa. uma janela aberta à apatia dos dias. e da vida. e que agora se fecha para nunca mais se abrir.
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Epee não é louca. Pode até ser loura (desconheço), mas a loucura poderá estar apenas em algumas das belas imagens ou até palavras (em melhores momentos do que este que acabei de ler)...uma loucura sã!!!
ResponderExcluirEspero que melhores dias venham e que nos deixe viver momentos alegres, quer com as suas palavras, quer com as suas imagens.
Por isso Epee, seja qual for esse momento difícil pelo qual está a passar, não NOS feche a janela pois só assim poderemos continuar a sentir o carinho das suas palavras no nosso próprio mundo, nos nossos cantinhos onde tentamos mostrar um pouco daquilo em que nós achamos que fazemos a diferença.
Bjs
Carli
Também eu morreria de beijos... e lembrar-me-ia sempre deles!
ResponderExcluirTu também... e por isso não feches esta janela, porque preciso desses beijos através dessas palavras sentidas que mandas a yodos quantos te lêem!
Beijos... de que me lembrarei sempre.
sou mais eu de ser indiferente ;) mas n aqui, n resisto a comentar
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