aqui é o lugar do esforço, onde só a força é capaz de me mover, e invadindo minha intimidade, me cobrar uma explicação, mas ninguém me cobra coisa alguma. para piorar, está escuro. é madrugada às doze horas. quem poderia ter a curiosidade de ler-me, ainda que aparente, porque se acostumou a imaginar-me viva, dorme. eu não. letras e palavras misturam-se nesse emaranhado de linhas e me pergunto a quem escrevo. antes ainda havia um pretexto em procurar a ordem das palavras e das ideias, e concluir, depois da folha colorida, que valeu a pena. e a tinta. hoje estou cansada demais para esboçar tentativas de raciocínio sobre essa satisfação de desconhecida intensidade, e comparo meu esforço textual ao acaso de um onanismo expressivo, sempre ali, pronto a me dar prazer, mas longe de acontecer, não passa de um ensaio deliberadamente inútil.
Nada é inútil, porque tudo serve para algo...muito provavelmente, a essa hora ninguém estaria a ler as suas palavras, mas elas não foram inúteis e nem seu esforço textual, uma vez que há alguém que, quer seja às 12h ou às 20H, ou a que hora seja, vai ler e tentar descobrir o porquê dessas palavras...tristeza? Nostalgia? Alegria???
ResponderExcluirApesar da escuridão....há sempre algo que brilha. Nesta foto....talvez as estrelas...
Bjs
Carli
Inutilidade é não pensar... é proibir-se de pensar!
ResponderExcluirQuanto ao prazer!
... tema difícil!
Ele começa e acaba em nós, passando pelo outro... ou nem sequer passando!
Difícil... difícil de verdade.
gosto da fotografia
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