segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

¬nada dói tanto quanto a prova da morte lenta a morrer de véspera...









não é do corpo a dor, é da alma. dos por quês juntos e sem acentos. da pontu[ação] que não pede nem licença, nem desculpa e rasga minha carne até o osso. já não acredito na morte e desconfio da vida, enquanto uma me nega seu sorriso a outra me obriga a sorrir. duvido da pauta que me reserva um futuro que de certo nada tem senão a conjunção. mas creio. creio no papel e nas letras. nunca amigas, nunca irmãs, nem divas, nem musas. bruxas. creio no sinal que vai escrever um alívio final numa oração que de graça nada teve, de beleza, tão pouco, e de amor, nenhum. creio nas linhas que vão calar meus verbos e roer meus advérbios até perder os sentidos. hemorrágica. e creio no inferno que vai me libertar da vogal citotóxica a me fazer voar sem asas.

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