a vogal dilata e marca a ferro e a fogo a consoante que meu nome finda. e antes que arranque a língua ou quebre o dedo, pouso à folha em branco que guarda todos os meus segredos e rendo-me ao encanto das horas corridas a salivas no tempo acertado das linhas que um dia, sem querer, deixei cair sobre a minha pele. seca. admito a culpa, e nua confessa, juro a eternidade para além do verbo dessa vida. só porque preciso dizer que amo[te] antes que o dia amanheça.
Tao difícil essa coisa de amar... e além do tempo mais ainda.
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