primeiro era a língua a alinhavar os verbos. depois a pele a imprimir os gestos. os encontros vocálicos sustavam a separação das sílabas e num piscar de pálpebras nasciam as palavras. umas vezes reticentes, outras vezes solitárias, quase nunca convincentes, mas sempre solidárias. terceiro era a oração subordinada a entregar-se ao pronome na revisão adivinha das linhas a desenhar seiva e saliva. e por último o santuário, súmula de pontuação, a virgular e orar, ora ao advérbio, ora ao ditongo oral, e só então desabrochava a vogal principal, perfumada de acordes consonantes, dissipando-se ao predicativo do sujeito e matizando de odores acetinados a branca folha do papel... na verbosidade da cópula, afinal, a cumplicidade.
Admiro sua criação...
ResponderExcluirGosto muito....
meu carinho!
Zil
a cumplicidade das silabas com o papel e a foto com o verde das palavras que se querem maduras.
ResponderExcluirbelissimo texto e belissima foto.
bom final de semana!
beij
Gostei muito destes verdes e suaves brancos.
ResponderExcluir:)
nunca fui muito boa em analise sintatica…rs
ResponderExcluirmas disso eu entendo! cumplicidade.
Simplesmente sublime....
ResponderExcluirMuitos parabéns....senti uma lufada de ar fresco aqui..no seu espaço...
Um beijinho
Verdadeiramente delicioso este verbalizar da cumplicidade...
ResponderExcluirBom fim de semana :)
Belissimo!!!
ResponderExcluirUm beijinho
primeiro quero te agradecer pela tua visita!
ResponderExcluiracabo de nrar no teu blog e me parece muito lindo e gosto muito como voce escrev, li teus comentarios em outros blogs e acho otimo!
um grande abraçO
myra
a tradição continua. o que há-de morrer ainda está para vir onde as palavras não precisam mais, de ser escritas, apenas ser...
ResponderExcluirpudera colocar cadeiras, e sentar, de bom grado, todos os senhores que fazem a língua, linguagem, linguística e dizer, « floresçam na sublimidade de todas as raízes, desde a mais profunda até à mais superficial e falem só a verdade!»
prazer ver epee pelo blog.
até mais
Margaridas! Linda flor do campo. Bom final de semana meu amigo, e obrigada. Beijos
ResponderExcluirUma alegoria linda e sensualíssima!
ResponderExcluirValha-me Deus!!! Por mais que sinta, sinta, sinta, fico sem palavras para copular com as suas, e gerir novas palavras.
ResponderExcluirÉ de uma inteligência, de uma sentir profundo...e só este sentir pode fazer a cumplicidade falar tão alto aos sentimentos.
Quanta criatividade! Quanta singulariedade neste perfeito copular.
ResponderExcluirUma vénia.
Abraço amigo
Não há cópula sem cumplicidade e essas margaridas são encantadas.
ResponderExcluirO sol aquece
e legitima a indiferença
pela ordem estabelecida,
a exuberância do gesto
no decote descaído,
na saia arregaçada até à cintura
no pé nu
descalço na areia.
Extracto de poema de Maria José Areal.
Bfs e beijinho
Ná
A foto é belíssima.
ResponderExcluirO texto criativo e muito refinado, me leva em várias direcções, mas a cumplicidade ganha.
Grande abraço de Lisboa
Isabel
as palavras em grande distraem a leitura
ResponderExcluirObrigada pelas palavras no meu blogue.
ResponderExcluirSaudações de Portugal
Quando bem pontuada, a cumplicidade das palavras é um saltitar sobre cada ponto de reticências!... Cada ponto não é um final e, cada final concentrado num só ponto, quando ligado por um travessão, merecendo a ponte entre três pontes, oferece a voz ao interlocutor que, não raro solta um ponto de admiração, que enriquece o texto!... É na cumplicidade dos pontos que a cumplicidade se pontua, e mesmo que não seja pontual, a certeza da leitura é tão certa quanto as palavras que se gravam na Alma das folhas mais brancas!... É na pureza dessa brancura, no corpo branco da folha, que, na separação, une o conceito dos corpos e de duas folhas entre as átonas das enclíticas simples ou o mistério entre duas enclíticas que se deitam na mesma folha!... Branca!
ResponderExcluirBom Domingo
A.braço
Uma bela imagem!
ResponderExcluirBom domingo!
AA
Interessante esta cumplicidade entre as imagens e as palavras, numa simbiose de cópula perfeita. Beijinhos ;)
ResponderExcluirA cumplicidade no seu melhor! Tão necessária e essencial não apenas nas palavras como nos seus intervalos, ora por gestos, ora por silêncios, eis a perfeição da cumplicidade que também podemos ver nas imagens...
ResponderExcluirAbraço