sexta-feira, 18 de março de 2011

¬verbo copulativo









primeiro era a língua a alinhavar os verbos. depois a pele a imprimir os gestos. os encontros vocálicos sustavam a separação das sílabas e num piscar de pálpebras nasciam as palavras. umas vezes reticentes, outras vezes solitárias, quase nunca convincentes, mas sempre solidárias. terceiro era a oração subordinada a entregar-se ao pronome na revisão adivinha das linhas a desenhar seiva e saliva. e por último o santuário, súmula de pontuação, a virgular e orar, ora ao advérbio, ora ao ditongo oral, e só então desabrochava a vogal principal, perfumada de acordes consonantes, dissipando-se ao predicativo do sujeito e matizando de odores acetinados a branca folha do papel... na verbosidade da cópula, afinal, a cumplicidade.

21 comentários:

  1. Admiro sua criação...

    Gosto muito....


    meu carinho!


    Zil

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  2. a cumplicidade das silabas com o papel e a foto com o verde das palavras que se querem maduras.

    belissimo texto e belissima foto.

    bom final de semana!

    beij

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  3. Gostei muito destes verdes e suaves brancos.
    :)

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  4. nunca fui muito boa em analise sintatica…rs
    mas disso eu entendo! cumplicidade.

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  5. Simplesmente sublime....

    Muitos parabéns....senti uma lufada de ar fresco aqui..no seu espaço...


    Um beijinho

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  6. Verdadeiramente delicioso este verbalizar da cumplicidade...

    Bom fim de semana :)

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  7. primeiro quero te agradecer pela tua visita!
    acabo de nrar no teu blog e me parece muito lindo e gosto muito como voce escrev, li teus comentarios em outros blogs e acho otimo!
    um grande abraçO
    myra

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  8. a tradição continua. o que há-de morrer ainda está para vir onde as palavras não precisam mais, de ser escritas, apenas ser...

    pudera colocar cadeiras, e sentar, de bom grado, todos os senhores que fazem a língua, linguagem, linguística e dizer, « floresçam na sublimidade de todas as raízes, desde a mais profunda até à mais superficial e falem só a verdade!»

    prazer ver epee pelo blog.

    até mais

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  9. Margaridas! Linda flor do campo. Bom final de semana meu amigo, e obrigada. Beijos

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  10. Uma alegoria linda e sensualíssima!

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  11. Valha-me Deus!!! Por mais que sinta, sinta, sinta, fico sem palavras para copular com as suas, e gerir novas palavras.

    É de uma inteligência, de uma sentir profundo...e só este sentir pode fazer a cumplicidade falar tão alto aos sentimentos.

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  12. Quanta criatividade! Quanta singulariedade neste perfeito copular.
    Uma vénia.
    Abraço amigo

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  13. Não há cópula sem cumplicidade e essas margaridas são encantadas.



    O sol aquece
    e legitima a indiferença
    pela ordem estabelecida,
    a exuberância do gesto
    no decote descaído,
    na saia arregaçada até à cintura
    no pé nu
    descalço na areia.
    Extracto de poema de Maria José Areal.

    Bfs e beijinho

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  14. A foto é belíssima.
    O texto criativo e muito refinado, me leva em várias direcções, mas a cumplicidade ganha.
    Grande abraço de Lisboa
    Isabel

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  15. as palavras em grande distraem a leitura

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  16. Obrigada pelas palavras no meu blogue.
    Saudações de Portugal

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  17. Quando bem pontuada, a cumplicidade das palavras é um saltitar sobre cada ponto de reticências!... Cada ponto não é um final e, cada final concentrado num só ponto, quando ligado por um travessão, merecendo a ponte entre três pontes, oferece a voz ao interlocutor que, não raro solta um ponto de admiração, que enriquece o texto!... É na cumplicidade dos pontos que a cumplicidade se pontua, e mesmo que não seja pontual, a certeza da leitura é tão certa quanto as palavras que se gravam na Alma das folhas mais brancas!... É na pureza dessa brancura, no corpo branco da folha, que, na separação, une o conceito dos corpos e de duas folhas entre as átonas das enclíticas simples ou o mistério entre duas enclíticas que se deitam na mesma folha!... Branca!




    Bom Domingo


    A.braço

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  18. Interessante esta cumplicidade entre as imagens e as palavras, numa simbiose de cópula perfeita. Beijinhos ;)

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  19. A cumplicidade no seu melhor! Tão necessária e essencial não apenas nas palavras como nos seus intervalos, ora por gestos, ora por silêncios, eis a perfeição da cumplicidade que também podemos ver nas imagens...

    Abraço

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