sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

¬assim o é








nem parênteses quadrados. nem aspas. nem um verbo pródigo da língua materna. talvez um travessão numa linguagem de códigos. talvez um hífen a separar-me de mim. ou um asterisco que sela com beijos de amor a carta que não sei escrever. ou um dos muitos hiatos com que lambo-te as cicatrizes que fazem-me sangrar lágrimas para cuspi-las no sudário de teus versos. paradoxos meus. tão incerta é a linguagem que separa-nos. tão certos os corpos estendidos no chão da minha mão, quanto os passos de ti nos caminhos meus.

7 comentários:

  1. Lindo e sempre profundos teus versos!Linda imagem escolhida, um belo caminho...beijos,chica

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  2. Hifens, parentesis e reticências, são eles que vão sinalizando as nossas existências .

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  3. Pesado, mas lindo. Adorei também a imagem.
    Bjux

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  4. Epee, amiga!

    Enigmático texto poético, mas que deixa contudo um sabor agridoce a dor? a cura?....

    Beijinho

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  5. Complexo como aquilo que só nós entendemos.

    Muito bom o seu blog. Cheguei aqui pelo blog da "C".

    Abraços,

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  6. O que você escreveu me chega forte, muito forte.

    Me lembrou quando valorizamos muito uma pessoa, quando gostamos demais, e não somos correspondidos.

    Entenda, não que você tenha escrito isso, eu que senti.

    abraço

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