uma conta, onde a ironia, é a soma de toda a indiferença...
domingo, 3 de agosto de 2014
quinta-feira, 31 de julho de 2014
quarta-feira, 30 de julho de 2014
terça-feira, 29 de julho de 2014
há coisas que não compreendo. simplesmente. outras, que por mais que busque por uma compreensão, não alcanço. há coisas que me faço de cega. ou surda. porque não tenho opção. e há coisas pelas quais não desisto. nunca. de acreditar, ou duvidar. pelo meio, entre uma coisa e outra, vou sorrindo. como se me enganasse, lúcida, que o maior desafio já venci. o da compreensão, necessária, sobre as coisas que nada posso fazer.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Esperou por ele toda a sua vida, e mais um pouco. Esperou pelo perfume de sua pele. Pelo tom de sua voz e pelo gosto de seu beijo. Esperou pela tatuagem no dedo anular em forma de estrela. Pela carta de amor esquecida sobre a antiga escrivaninha depois de um dia qualquer de desigualdades. Também esperou pela luz de seu olhar refletida em seus olhos e pela simplicidade de seus gestos. Esperou. E esperou até não se cansar. E continuar esperando. Pelo tão esperado abraço que acabaria de uma vez por todas com toda aquela distância. Sem demora. E foi dele vida toda. De espera.
terça-feira, 8 de julho de 2014
segunda-feira, 7 de julho de 2014
quinta-feira, 19 de junho de 2014
segunda-feira, 16 de junho de 2014
domingo, 15 de junho de 2014
quando Junho se foi...
desfez o Tempo confidente das memórias num rascunho de papel passado em sílabas fugidias. e vogais homicidas. sagrado ofício anônimo de um templo nefasto de palavras prometidas à terra bruta. asas suicidas à travessia de frases perdidas num enredo pérfido. e mórbido. salubre, a deserção. e os sonhos. vazios de ilusão.
domingo, 25 de maio de 2014
domingo, 6 de abril de 2014
quinta-feira, 27 de março de 2014
Viver aperta...
Noite de frio onde o corpo não se aconchega. A solidão é tanta que faz crescer água na boca. E as mãos, em abandono, procuram refúgio na comunhão do verbo com a oração. Nenhuma frase nasce sem que a presença do pronome exista para ampliar a paisagem. E a cada nova tentativa, mais estreita eu me torno.
domingo, 23 de março de 2014
Vivo o essencial. Um corpo. Uma roupa. Ou outra. Um tênis. Uma sandália. Ou duas. Uma bolsa. Em uso. Uma mala. Bem leve. Como pouco. E nas horas certas. Às vezes, nas incertas. Falo pouco. Não reajo. Não brigo. Senão comigo mesma. Engulo a seco. Bebo muito líquido. Tenho um caso de amor com as palavras. Mal resolvido, claro. Um círculo social restrito. Outro familiar. Também restrito. Uma história de vida que daria um livro. Umas vezes um drama. Outras, um conto policial. Nunca um romance. E de amor, nem o próprio. Ímpar, ele começou a aprender a se virar nos quarenta, e já chegamos aos cinquenta! Mas não passaria dos trinta segundos do Faustão. Minha máxima: acordar do pesadelo é privilégio. E de mínima, sei lá. O grande desafio é manter-se por um longo período nas capas dos noticiários. Também eu já tive meu momento. Com o passar dos anos deixei de ser lembrada para ser esquecida. Admito minha incompetência. Ou preguiça. A velhice tem dessas coisas. E de outras. Tive a chance de ser vítima para o resto da vida. Podia ter feito diferente. Ter gritado numa rede social qualquer. Ter pedido ajuda. Ter chorado toda a minha dor em público. E fingir que uma noite de luar me garantia os sonhos. Como um milagre, talvez. Optei por ser eu mesma. O milagre não está na natureza. O milagre sou eu. Acordar. Respirar. Caminhar. Milagre é a coragem de enfrentar o espelho. De frente. Encarar meus erros e meus medos. Milagre é ceder. Fazer acontecer. Aprender a conjugar o verbo Resistir. Milagre é abrir a janela e gritar teu nome, numa pronúncia que só na minha boca existe. Milagre é a razão pela qual ainda estou aqui.
sexta-feira, 21 de março de 2014
quinta-feira, 20 de março de 2014
sábado, 15 de março de 2014
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