não há habilidade. nem inspiração. muito menos talento. há humanidade devastadoramente simples com fraquezas por confessar. há lápis, folhas, e muita imaginação sem palco. ou plateia.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
sábado, 10 de agosto de 2013
atravesso a parede dos olhos e já entro no âmago familiarizada com um estilo, que na humildade descubro, e com a clareza de um raciocínio, para além de uma especulação. é como abrir uma mesma janela todos os dias e me deparar com uma nova paisagem de cada vez. e aprendo, segurando o mistério, que as revelações fáceis são a ruína. conduzir, e me permitir ser conduzida no alento que o outro demanda, é puro deleite, por ser exercício da alma, e da pele. e por essas impressões, enriqueço.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
quarta-feira, 31 de julho de 2013
terça-feira, 30 de julho de 2013
segunda-feira, 29 de julho de 2013
domingo, 28 de julho de 2013
sábado, 27 de julho de 2013
sexta-feira, 26 de julho de 2013
quinta-feira, 25 de julho de 2013
A tristeza passa. De um jeito ou de outro, passa. Mesmo que não passe. Ela passa. A dor, o sofrimento, a amargura, pouco de decepção, pela surpresa desagradável de não esperar o inesperado, passam.
As palavras, abre-se uma cova e enterra-se uma a uma. Os silêncios, os gritos, ou a ausência deles, também passam. Os olhos inchados de tanto chorar, o corpo dolorido de tanto trabalhar para ocupar um tempo que se queria vivido de outra forma. As lágrimas... secam. Até aprender a arrumar desculpas para justificar a tristeza, passa.
E depois pinta-se a cara de palhaça. O lápis preto. O batom cor de boca servindo de moldura ao sorriso parvo. O corretivo para disfarçar as olheiras. E o rímel a escorrer da máscara, amargando o paladar e denunciando toda a insensatez. Também passa. Ou ajuda a passar. Recolhe-se um pouco dali, outro daqui, um tanto assim, um pouco de amarelo e azul, e pronto, talvez haja verde que se plante numa paisagem qualquer. Menos nua e menos cinza.
A família, os amigos. Ou o que restou deles. O trabalho. As feridas dos outros, na dor do desconhecido, mas nunca indiferente. O ritual de todas as noites, a varanda, a lua. E as estrelas. E o vento a soprar os lábios. Mas que também varre as folhas da terra recolhida pela pá dos mortos com o sangue coagulado, reabrindo feridas que se imaginavam cicatrizadas.
E esse desânimo, essa cama que mais dorme que acorda, e o corpo a trocar o verbo resistir por desistir. A realidade de que se é completamente desnecessária. E inútil. Porque se é nada ou muito menos que nada.
O frio que rompe a parede da pele e chega aos ossos fazendo doer até a alma, e junto dessa dor, que mesmo sendo de um lugar desconhecido, mas fundo o bastante para se ter certeza de que ela existe, a vontade de morrer.
A solidão das mãos. O vazio dos dias. O menosprezo de que se foi merecedor. Ou não. E a precisão do corte fodido na ferida que ainda sangra.
Tudo passa.
A impotência dos dedos nas palavras que se queriam como defesa. Ou acusação. A reticência do pensamento. A ausência dos gestos. A hipocrisia de uma serenidade aparente. A falta de criatividade. E a indolência do verbo. O flash usado erroneamente por pura falta de habilidade, o desfoco, e mesmo o foco. E as imagens que se desejam congeladas por um instante na memória dos afetos. Tudo passa.
Nem que leve o resto da vida que ainda me resta. Mas passa.
Só esse amor não passa.
terça-feira, 23 de julho de 2013
terça-feira, 16 de julho de 2013
livre do compromisso com a criação, o desconhecido surge de repente no espelho da imaginação. desnecessário acrescentar qualquer imagem. ou palavras. à paisagem de semelhança ou não. nascem pontes no lugar das asas. no derradeiro Adeus, atravesso a parede dos olhos da caverna, na convicção de que o caminho reforça a plateia com destino ao palco do Rei. e desabrocho em pleno inverno.
sábado, 13 de julho de 2013
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