segunda-feira, 19 de agosto de 2013







não há habilidade. nem inspiração. muito menos talento. há humanidade devastadoramente simples com fraquezas por confessar. há lápis, folhas, e muita imaginação sem palco. ou plateia.





sexta-feira, 16 de agosto de 2013

quarta-feira, 14 de agosto de 2013






e nunca mais deixou de ser inverno.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013







                        e o outono nunca mais que acaba


e a primavera nunca mais que chega.

sábado, 10 de agosto de 2013







atravesso a parede dos olhos e já entro no âmago familiarizada com um estilo, que na humildade descubro, e com a clareza de um raciocínio, para além de uma especulação. é como abrir uma mesma janela todos os dias e me deparar com uma nova paisagem de cada vez. e aprendo, segurando o mistério, que as revelações fáceis são a ruína. conduzir, e me permitir ser conduzida no alento que o outro demanda, é puro deleite, por ser exercício da alma, e da pele. e por essas impressões, enriqueço.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013







reaprendendo a tecer um caminho dourado para adormecer os passos...

terça-feira, 6 de agosto de 2013







e então, que de repente, na leveza do meu corpo, me descubro serena, quando entro distraidamente na janela dos seus sonhos e voo ao teu encontro.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013






a vida sorri... e eu, eu lhe devolvo o sorriso.

quarta-feira, 31 de julho de 2013







e depois, é só uma questão de treino.

terça-feira, 30 de julho de 2013

segunda-feira, 29 de julho de 2013

domingo, 28 de julho de 2013







abro a caixa de mensagens e sento-me nas palavras, arrasto o cursor para o fim da página e com um clique, alcanço a próxima tela. ou janela. sempre te li melhor pelo avesso, à direita de todas as suas razões. agora, sobe-me. há folhas frescas acima da paisagem dos olhos.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

quinta-feira, 25 de julho de 2013






A tristeza passa. De um jeito ou de outro, passa. Mesmo que não passe. Ela passa. A dor, o sofrimento, a amargura, pouco de decepção, pela surpresa desagradável de não esperar o inesperado, passam.

As palavras, abre-se uma cova e enterra-se uma a uma. Os silêncios, os gritos, ou a ausência deles, também passam. Os olhos inchados de tanto chorar, o corpo dolorido de tanto trabalhar para ocupar um tempo que se queria vivido de outra forma. As lágrimas... secam. Até aprender a arrumar desculpas para justificar a tristeza, passa.

E depois pinta-se a cara de palhaça. O lápis preto. O batom cor de boca servindo de moldura ao sorriso parvo. O corretivo para disfarçar as olheiras. E o rímel a escorrer da máscara, amargando o paladar e denunciando toda a insensatez. Também passa. Ou ajuda a passar. Recolhe-se um pouco dali, outro daqui, um tanto assim, um pouco de amarelo e azul, e pronto, talvez haja verde que se plante numa paisagem qualquer. Menos nua e menos cinza.

A família, os amigos. Ou o que restou deles. O trabalho. As feridas dos outros, na dor do desconhecido, mas nunca indiferente. O ritual de todas as noites, a varanda, a lua. E as estrelas. E o vento a soprar os lábios. Mas que também varre as folhas da terra recolhida pela pá dos mortos com o sangue coagulado, reabrindo feridas que se imaginavam cicatrizadas. E esse desânimo, essa cama que mais dorme que acorda, e o corpo a trocar o verbo resistir por desistir. A realidade de que se é completamente desnecessária. E inútil. Porque se é nada ou muito menos que nada.

O frio que rompe a parede da pele e chega  aos ossos fazendo doer até a alma, e junto dessa dor, que mesmo sendo de um lugar desconhecido, mas fundo o bastante para se ter certeza de que ela existe, a vontade de morrer.

A solidão das mãos. O vazio dos dias. O menosprezo de que se foi merecedor. Ou não. E a precisão do corte fodido na ferida que ainda sangra.

Tudo passa.

A impotência dos dedos nas palavras que se queriam como defesa. Ou acusação. A reticência do pensamento. A ausência dos gestos. A hipocrisia de uma serenidade aparente. A falta de criatividade. E a indolência do verbo. O flash usado erroneamente por pura falta de habilidade, o desfoco, e mesmo o foco. E as imagens que se desejam congeladas por um instante na memória dos afetos. Tudo passa.

Nem que leve o resto da vida que ainda me resta. Mas passa.

Só esse amor não passa.

terça-feira, 23 de julho de 2013

terça-feira, 16 de julho de 2013







livre do compromisso com a criação, o desconhecido surge de repente no espelho da imaginação. desnecessário acrescentar qualquer imagem. ou palavras. à paisagem de semelhança ou não. nascem pontes no lugar das asas. no derradeiro Adeus, atravesso a parede dos olhos da caverna, na convicção de que o caminho reforça a plateia com destino ao palco do Rei. e desabrocho em pleno inverno.





um instante de fonte para ser pouco mais que sede... ou muito.

sábado, 13 de julho de 2013







no caminho das flores trago teu Abraço no meu perfume.