sábado, 27 de julho de 2013
sexta-feira, 26 de julho de 2013
quinta-feira, 25 de julho de 2013
A tristeza passa. De um jeito ou de outro, passa. Mesmo que não passe. Ela passa. A dor, o sofrimento, a amargura, pouco de decepção, pela surpresa desagradável de não esperar o inesperado, passam.
As palavras, abre-se uma cova e enterra-se uma a uma. Os silêncios, os gritos, ou a ausência deles, também passam. Os olhos inchados de tanto chorar, o corpo dolorido de tanto trabalhar para ocupar um tempo que se queria vivido de outra forma. As lágrimas... secam. Até aprender a arrumar desculpas para justificar a tristeza, passa.
E depois pinta-se a cara de palhaça. O lápis preto. O batom cor de boca servindo de moldura ao sorriso parvo. O corretivo para disfarçar as olheiras. E o rímel a escorrer da máscara, amargando o paladar e denunciando toda a insensatez. Também passa. Ou ajuda a passar. Recolhe-se um pouco dali, outro daqui, um tanto assim, um pouco de amarelo e azul, e pronto, talvez haja verde que se plante numa paisagem qualquer. Menos nua e menos cinza.
A família, os amigos. Ou o que restou deles. O trabalho. As feridas dos outros, na dor do desconhecido, mas nunca indiferente. O ritual de todas as noites, a varanda, a lua. E as estrelas. E o vento a soprar os lábios. Mas que também varre as folhas da terra recolhida pela pá dos mortos com o sangue coagulado, reabrindo feridas que se imaginavam cicatrizadas.
E esse desânimo, essa cama que mais dorme que acorda, e o corpo a trocar o verbo resistir por desistir. A realidade de que se é completamente desnecessária. E inútil. Porque se é nada ou muito menos que nada.
O frio que rompe a parede da pele e chega aos ossos fazendo doer até a alma, e junto dessa dor, que mesmo sendo de um lugar desconhecido, mas fundo o bastante para se ter certeza de que ela existe, a vontade de morrer.
A solidão das mãos. O vazio dos dias. O menosprezo de que se foi merecedor. Ou não. E a precisão do corte fodido na ferida que ainda sangra.
Tudo passa.
A impotência dos dedos nas palavras que se queriam como defesa. Ou acusação. A reticência do pensamento. A ausência dos gestos. A hipocrisia de uma serenidade aparente. A falta de criatividade. E a indolência do verbo. O flash usado erroneamente por pura falta de habilidade, o desfoco, e mesmo o foco. E as imagens que se desejam congeladas por um instante na memória dos afetos. Tudo passa.
Nem que leve o resto da vida que ainda me resta. Mas passa.
Só esse amor não passa.
terça-feira, 23 de julho de 2013
terça-feira, 16 de julho de 2013
livre do compromisso com a criação, o desconhecido surge de repente no espelho da imaginação. desnecessário acrescentar qualquer imagem. ou palavras. à paisagem de semelhança ou não. nascem pontes no lugar das asas. no derradeiro Adeus, atravesso a parede dos olhos da caverna, na convicção de que o caminho reforça a plateia com destino ao palco do Rei. e desabrocho em pleno inverno.
sábado, 13 de julho de 2013
sexta-feira, 12 de julho de 2013
segunda-feira, 8 de julho de 2013
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serena é a distância da asa que é voo, ou verbo, a circunscrever os passos pelo chão, nos pequenos gestos que são nascentes. ou pontes entre as margens onde recolho convicções no fenecer das incertezas.
domingo, 7 de julho de 2013
sexta-feira, 5 de julho de 2013
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[foto net]
uma imagem para ser muito mais que retrato, ou quadro. melodia. um instante depois, acordo, respiro, sinto, e amo. estou viva.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
quarta-feira, 3 de julho de 2013
¬de mim para mim mesma
“Não vês que não há mais perfume que te vaza. A florescência é vã. Nada progrediu em teu coração... é como um carvalho bruto que cheirava o belo... com o passar dos anos estás em pedaços invisíveis e deles se fizeram uma bela mesa de prazer. Com seu lustro mais intenso, falso, invejável igual a de uma barata... se eu indagar algo a você seria como esmagá-la. Apareceria a verdade cruel que escondes... o líquido grosso e asqueroso de sua alma... toda a merda que és.”
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[foto celular]
um círculo de circunferência iluminada pelo sonho de dormir acordado, três pontinhos e muitas exclamações... e o Poema d'Alma tem lugar de destaque nas minhas linhas. no movimento, pela sensível diferença, de transformar afetos em Poesia.
terça-feira, 2 de julho de 2013
sábado, 29 de junho de 2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
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[...] A arte como reflexo de sua essência, não importa onde ilumina, ou quem beneficia, ou mesmo se alguém é beneficiado, ou prejudicado. A realidade tem caráter de acontecimento, e, às vezes, na leitura dos versos, quando iluminada, uma tortura! E numa Primavera tardia, em pleno Verão, o “Bolbo e a Leitura” florescem no Inverno. Frio. E indiferente. Mas nunca à Poesia da alma, d’Alma. Essa, eterna desconhecida dessa sua leitora. Analfabeta.
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