sexta-feira, 26 de julho de 2013

quinta-feira, 25 de julho de 2013






A tristeza passa. De um jeito ou de outro, passa. Mesmo que não passe. Ela passa. A dor, o sofrimento, a amargura, pouco de decepção, pela surpresa desagradável de não esperar o inesperado, passam.

As palavras, abre-se uma cova e enterra-se uma a uma. Os silêncios, os gritos, ou a ausência deles, também passam. Os olhos inchados de tanto chorar, o corpo dolorido de tanto trabalhar para ocupar um tempo que se queria vivido de outra forma. As lágrimas... secam. Até aprender a arrumar desculpas para justificar a tristeza, passa.

E depois pinta-se a cara de palhaça. O lápis preto. O batom cor de boca servindo de moldura ao sorriso parvo. O corretivo para disfarçar as olheiras. E o rímel a escorrer da máscara, amargando o paladar e denunciando toda a insensatez. Também passa. Ou ajuda a passar. Recolhe-se um pouco dali, outro daqui, um tanto assim, um pouco de amarelo e azul, e pronto, talvez haja verde que se plante numa paisagem qualquer. Menos nua e menos cinza.

A família, os amigos. Ou o que restou deles. O trabalho. As feridas dos outros, na dor do desconhecido, mas nunca indiferente. O ritual de todas as noites, a varanda, a lua. E as estrelas. E o vento a soprar os lábios. Mas que também varre as folhas da terra recolhida pela pá dos mortos com o sangue coagulado, reabrindo feridas que se imaginavam cicatrizadas. E esse desânimo, essa cama que mais dorme que acorda, e o corpo a trocar o verbo resistir por desistir. A realidade de que se é completamente desnecessária. E inútil. Porque se é nada ou muito menos que nada.

O frio que rompe a parede da pele e chega  aos ossos fazendo doer até a alma, e junto dessa dor, que mesmo sendo de um lugar desconhecido, mas fundo o bastante para se ter certeza de que ela existe, a vontade de morrer.

A solidão das mãos. O vazio dos dias. O menosprezo de que se foi merecedor. Ou não. E a precisão do corte fodido na ferida que ainda sangra.

Tudo passa.

A impotência dos dedos nas palavras que se queriam como defesa. Ou acusação. A reticência do pensamento. A ausência dos gestos. A hipocrisia de uma serenidade aparente. A falta de criatividade. E a indolência do verbo. O flash usado erroneamente por pura falta de habilidade, o desfoco, e mesmo o foco. E as imagens que se desejam congeladas por um instante na memória dos afetos. Tudo passa.

Nem que leve o resto da vida que ainda me resta. Mas passa.

Só esse amor não passa.

terça-feira, 23 de julho de 2013

terça-feira, 16 de julho de 2013







livre do compromisso com a criação, o desconhecido surge de repente no espelho da imaginação. desnecessário acrescentar qualquer imagem. ou palavras. à paisagem de semelhança ou não. nascem pontes no lugar das asas. no derradeiro Adeus, atravesso a parede dos olhos da caverna, na convicção de que o caminho reforça a plateia com destino ao palco do Rei. e desabrocho em pleno inverno.





um instante de fonte para ser pouco mais que sede... ou muito.

sábado, 13 de julho de 2013







no caminho das flores trago teu Abraço no meu perfume.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

segunda-feira, 8 de julho de 2013

¬







serena é a distância da asa que é voo, ou verbo, a circunscrever os passos pelo chão, nos pequenos gestos que são nascentes. ou pontes entre as margens onde recolho convicções no fenecer das incertezas.

domingo, 7 de julho de 2013

sexta-feira, 5 de julho de 2013

¬






[foto net]
uma imagem para ser muito mais que retrato, ou quadro. melodia. um instante depois, acordo, respiro, sinto, e amo. estou viva.

uma asa [só] não faz voo






[foto net]

quarta-feira, 3 de julho de 2013

¬de mim para mim mesma







Não vês que não há mais perfume que te vaza. A florescência é vã. Nada progrediu em teu coração... é como um carvalho bruto que cheirava o belo... com o passar dos anos estás em pedaços invisíveis e deles se fizeram uma bela mesa de prazer. Com seu lustro mais intenso, falso, invejável igual a de uma barata... se eu indagar algo a você seria como esmagá-la. Apareceria a verdade cruel que escondes... o líquido grosso e asqueroso de sua alma... toda a merda que és. 

¬






[foto celular]

um círculo de circunferência iluminada pelo sonho de dormir acordado, três pontinhos e muitas exclamações... e o Poema d'Alma tem lugar de destaque nas minhas linhas. no movimento, pela sensível diferença, de transformar afetos em Poesia.

terça-feira, 2 de julho de 2013

sábado, 29 de junho de 2013







palavras... tem quem as merecem.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

¬







[...] A arte como reflexo de sua essência, não importa onde ilumina, ou quem beneficia, ou mesmo se alguém é beneficiado, ou prejudicado. A realidade tem caráter de acontecimento, e, às vezes, na leitura dos versos, quando iluminada, uma tortura! E numa Primavera tardia, em pleno Verão, o Bolbo e a Leitura florescem no Inverno. Frio. E indiferente. Mas nunca à Poesia da alma, d’Alma. Essa, eterna desconhecida dessa sua leitora. Analfabeta.

quinta-feira, 27 de junho de 2013







nas folhas me refugiarei até que a tua luz me desperte.






entre mim e a paisagem, a margem. seus estreitos e uma ponte. à parte, toda a viagem da pele, dos abraços e dos perfumes... que só a mim pertence.