sexta-feira, 26 de abril de 2013

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[foto net]

quando paira o amor na emoção dos versos do Poeta, e o coração extravasa paixão fluindo sensações inexplicáveis, arrepiando a alma e provocando a insanidade parece tocar o céu... como se a serenidade fosse logo ali, do outro lado da página... no avesso, ou no diVerso... a vida descansa.

segunda-feira, 22 de abril de 2013







fecho os olhos, encosto o ouvido aos sonhos, e sigo com os pássaros.

domingo, 21 de abril de 2013







[foto net]
não tarda a fechar, a ferida cicatriza. pode demorar, mas um dia há de fechar. e a pele, em alto-relevo, terá apenas mais uma marca. entre tantas. como todas as outras feridas. cicatrizadas.

sábado, 20 de abril de 2013








abraça os passos pela casa na soberana serenidade da madrugada. de vez em quando visita páginas da saudade em busca dos versos que representam os sentires da vida e envolve-se de tal maneira que tudo ao seu entorno passa despercebido. subitamente um pássaro quebra a nostalgia de suas memórias, o bater d’asas é tão perturbador quanto seria tê-lo nas mãos, acariciando-o como se acaricia um instante em fuga. fecha os olhos, e em sonho, se empresta inteira ao voo com ele...

quinta-feira, 18 de abril de 2013







o relógio esquecido da corda, o tempo a fugir sem pressa, no capítulo final atravesso o sombrio abismo, e sem demora, direi: passou.

segunda-feira, 15 de abril de 2013







Todas as palavras querem-se beijadas, e a língua, perdida no céu da boca sem saber quem é quem, quando provado o beijo. Querem-se férteis de fantasias e até que passe, que seja lenta e obscena a leitura de cada verso. Treme. Adiante. O êxtase arrepia a carne. Na fusão das estrofes, o ritmo dorme lado a lado, e agarrado, com a melodia até que a morte não os separe. E todo o FIM será sempre o recomeço de novo outro... Poema!

domingo, 14 de abril de 2013

sábado, 13 de abril de 2013







desligaram as luzes do tablado, atores e atrizes desfazem-se e vão chorar lágrimas de verdade sobre as máscaras da memória que o vento levou. fora do palco, o cenário é outro.





sexta-feira, 12 de abril de 2013







falta um corpo. ou dois. um abraço. um sorriso. às vezes também falta um beijo... e uma língua. e sempre faltam outras mãos dentro das mãos... mas vivo sem. há dias... que não.







afasta-se lentamente da porta. os treze dígitos nela inscritos estremecem a intervalos escassos de profundo silêncio seguido de estrondos medonhos. hesita. melhor guardar os dedos e esperar que a voz espere o quê nasce do silêncio para além dos sons de uma guerra surda. ou de uma batalha anunciada como perdida. na bagagem, as asas. e sai quem ninguém a veja. a voz não é mais alternativa, à inocência mataram o verbo.

quarta-feira, 10 de abril de 2013







que a poesia se apresente como uma paisagem à minha frente, e que meu olhar seja tanto de admiração quanto de espanto.

segunda-feira, 4 de março de 2013








palavras perfumadas dormem em lençóis brancos para só acordarem à urgência perene de viverem outros mundos e viajar para os recantos mais remotos da página, ou da memória... e suspirar, em sossego, com o mais sublime dos poemas... e nas tão sonhadas asas... voar.

sexta-feira, 1 de março de 2013








sou pele e tato, toque, perfume, e asas de uma paisagem que só a mim pertence.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013







podar as asas e esconder-me da luz. calar a voz e o tato. não temo a solidão, só a ausência dos sorrisos roubados às madrugadas nas cartas escritas sem pressa, e nunca entregues, ou as mãos em abandono, ou mesmo a ti, figura de mitos. envelhecer em sossego agarrada às páginas de um livro, enquanto retiro dele os versos que mais me interessam. morrer, então.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013














nunca é longe o caminho que se estreita na sinceridade, e no carinho, de se fazer o que se deseja, não como dever da obrigação, mas pelo prazer da satisfação.

sábado, 19 de janeiro de 2013

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013








e a noite a morrer-me no colo com a luz dos corpos que não têm a mesma intensidade e repousam a distâncias diferentes.

domingo, 13 de janeiro de 2013

sábado, 12 de janeiro de 2013








às vezes perco o foco, mas nunca a vontade de acertar.

domingo, 30 de dezembro de 2012







sobre a folha, todas as marcas, e todas as palavras. e todas elas, desprezadas.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012








há palavras que não sei escrever por dentro...

quarta-feira, 31 de outubro de 2012








espero-te à direita da página, do outro lado da folha, no avesso do verso e à margem de um sonho, pronta a beijar-te as asas... a ser[me] Poema, e eu, tua Poesia... não demore.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012








tu, que não me lês, oro[te]. respiro fundo e junto ao peito as mãos em oração, entrego-te as asas. em amém, voo.

domingo, 28 de outubro de 2012








num instante pego papel e caneta e elejo a vogal como atração principal. desenho um céu, uma lua e algumas estrelas. e voo.

sábado, 27 de outubro de 2012








dê-me as asas e dou[te] o voo.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012








o voo atrasa o amanhecer quase aceso na matéria fumegante do dia com os lábios úmidos e quentes. presa às asas, seguro[me] àquele instante de melodia em ritmo crescente antes do bater de asas final. hoje, não quero acordar.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012








Há uma paz luminosa que acende a pele sempre que o voo é das asas (nossas)...

quarta-feira, 24 de outubro de 2012








Com a calma de saber-te asas, antes que falte tinta à pena para o impossível que somos, ou sobre língua aos dedos para escrever o verbo, voa... vamos juntar pétalas, fazer braços de estrelas... e pintar de luz a pele.

domingo, 21 de outubro de 2012








não saíra dela o poema, mas serena à paisagem dos dias de Primavera, atreve-se à colheita das flores e perfumes de cada verso do jardim. dele. lambe os lábios em seiva pura, e sopra-lhe ao ouvido um beijo úmido de carícia e poesia. inebriada pelo aroma, recolhe as folhas e as pétalas espalhadas pelo chão a duas estações, dela, transformando o chão árido num tapete macio e colorido, fértil de imaginação... e nem se dá conta das duas asas que lhe nascem.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

domingo, 14 de outubro de 2012

terça-feira, 9 de outubro de 2012








árvores de uma raiz só...

sábado, 6 de outubro de 2012







[imagem net]

Os anos de memórias que estão impressos na minha carne não estão ao alcance de meu papel. Minha pena só conhece o botão à flor, e o jardim do hoje é perfumado à espera dos dias de sol. Para viver e morrer de lua a cada pouso d’asas, para vislumbrar o céu por tanta luz e amando cada instante do presente pela dádiva dos sorrisos movida pela fé crescente, ainda que desarmada dos sonhos. Mas tão essenciais.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012







[imagem net]

ficara a saudade viva desejando-se contínua na mais surpreendente paisagem, daquelas em que se desenha às fontes e se alcançam miragens de tempos esquecidos. como nos contos de fadas que, ao clarão da lua, faziam brilhar pedrinhas brancas espalhadas pelo chão...

segunda-feira, 11 de junho de 2012







[imagem: Lissy Elle]

quinta-feira, 31 de maio de 2012

sábado, 26 de maio de 2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012








há os reflexos. e as reflexões. no fundo há sempre algo. na superfície também. o corpo está ali mergulhado. e por ali o pensamento nada. mais, nada.

domingo, 29 de abril de 2012








o silêncio que ocupa a linha em branco
é uma letra sem nome
escrevendo um poema sem dono.

terça-feira, 24 de abril de 2012







de todos os meus erros, de todas as minhas faltas, de todos os meus defeitos... nunca vou me perdoar por não saber escrever.

segunda-feira, 23 de abril de 2012







há tempo que o verbo não se define nem pelo modo, nem pela forma. só a lua e o céu. completos, mesmo assim, só até o dia amanhecer. ou a tinta acabar. depois, no despertar do abandono e todos os desenganos, com os pronomes deitados à palma de minha mão e a desilusão posta à prova das linhas em branco, num último sussurrar de um aroma que o verbo não foi capaz de conjugar, escrevo-te adeus. não sem antes soprar-te aquele beijo, o do vento fazendo-te cócegas nos lábios.

sexta-feira, 20 de abril de 2012







[imagem net]

"Tinha nas mãos uma porção de excremento humano, que tentava moldar numa superfície de poema; mas a angústia, de modo imerecido, fazia-o saber que a loucura era a mente estar com o poema e o corpo ausente."

Maria Gabriela LLANSOL

sábado, 14 de abril de 2012

sexta-feira, 13 de abril de 2012

quinta-feira, 12 de abril de 2012







[imagem net]

mulher sem refrão, tinha ela nome. do amor que sentia, era ele órfão. tinha ela fome e comia a esperança como se fosse pão. dele, de cada dia.

quarta-feira, 11 de abril de 2012








pontos. próximos e distantes. juntos e separados. pontos medianos e profanos. parágrafos e finais. ponto bala e ponto-e-vírgula. pontos firmes e frouxos. largos e estreitos. abertos e fechados. pontos de admiração e de interrogação. curtos e compridos. comprimidos. pontos. soltos!