domingo, 14 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
sábado, 6 de outubro de 2012
[imagem net]
Os anos de memórias que estão impressos na minha carne não estão ao alcance de meu papel. Minha pena só conhece o botão à flor, e o jardim do hoje é perfumado à espera dos dias de sol. Para viver e morrer de lua a cada pouso d’asas, para vislumbrar o céu por tanta luz e amando cada instante do presente pela dádiva dos sorrisos movida pela fé crescente, ainda que desarmada dos sonhos. Mas tão essenciais.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
segunda-feira, 11 de junho de 2012
quinta-feira, 31 de maio de 2012
sábado, 26 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
há tempo que o verbo não se define nem pelo modo, nem pela forma. só a lua e o céu. completos, mesmo assim, só até o dia amanhecer. ou a tinta acabar. depois, no despertar do abandono e todos os desenganos, com os pronomes deitados à palma de minha mão e a desilusão posta à prova das linhas em branco, num último sussurrar de um aroma que o verbo não foi capaz de conjugar, escrevo-te adeus. não sem antes soprar-te aquele beijo, o do vento fazendo-te cócegas nos lábios.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
quinta-feira, 12 de abril de 2012
[imagem net]
mulher sem refrão, tinha ela nome. do amor que sentia, era ele órfão. tinha ela fome e comia a esperança como se fosse pão. dele, de cada dia.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
[imagem net]
na maresia de um barco sem rima, em ritmo lento, mas de conhecido rumo, sonhava acordar palavras de jardins adormecidos ao escrever cartas de amigo. nunca lidas, não passavam de um monólogo. mesmo assim, validava os argumentos e insistia nas letras e nos sentimentos. [...] um dia, até o monólogo deixará de existir. nesse dia seu corpo será velado a sorrisos e banda de música. como todo corpo que parte tarde, será só dele a dor de chorar sua morte. para felicidade de todos.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
¬não imprime-se.
e teria escrito sobre a inutilidade dos livros que falam sobre a arte e que nenhuma linguagem interpreta. é da pele. se soubesse.
sábado, 31 de março de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
[imagem Rede Globo]
“Com a internet, cada um tem seu blog, e quando há um volume muito grande de gente praticando tudo se abastarda. Quando se deliberou que não haveria mais métrica e rima na poesia, toda senhora de cinquenta anos começou a fazer poesia.” Millôr Fernandes (1924/2012)
“O que vejo é gente, e isso se refere a homens e mulheres, fazendo rima com ‘goiabada e marmelada’ e se sentindo o rei da cocada preta! E chamando isso de poesia. Pior! Colhendo frutos como se fosse poesia. E afirmando que é poeta! Ou poetisa. Quando no máximo, com alguma sorte e na melhor das hipóteses, deveria ser considerado como ‘habilidade’ para a escrita. Mas daí chamar isso de poesia... francamente!
Ah, amiga, e se te chamo assim, não é pelo tempo em que nos conhecemos, algo para lá de 30 anos! É porque temos histórias de vida que nos permitem chamar assim uma a outra. Não é mesmo?!
Bem próximo disso acho que é a ligação entre o Poema e a Poesia, e que deve ser como um caso de amor. Tem que ter paixão e química, e passar por todo aquele processo de conhecimento até atingir seu clímax. Tem que ter clima, ritmo, sonoridade! Enredo! E um FIM que nos leve de volta ao seu início. E de volta, ainda nos deixe aquela sensação de que continua faltando alguma coisa. “Mas que coisa é essa?”, a poesia pergunta para o poema. E eu respondo, exatamente como num caso de amor, ou de paixão, uma coisa que deixa na gente aquela sensação de que ao mesmo tempo em que completa, também falta, e, entretanto, mesmo assim, satisfaz. Ainda que provisoriamente.
Só até o próximo poema!”
terça-feira, 27 de março de 2012
[imagem de A. L. feita do celular]
duzentos e oitenta e sete quilômetros separam a realidade do pesadelo, sem distinção. sai vazia e seca. a caminho do ritual nefasto, a estrada tantas vezes à ida pressentida da não volta, a dar voltas na vida e a pegar desprevenidas as mãos em abandono, surpreende e compara-se ao ferro com liga de carbono. prepara-se o corpo para mais um antepasto, abre-se a carne e enfia-se uma agulha até ao osso. não sangra. não dói. as horas a pingar em gotas de náuseas e a sonolência enleva-se à paisagem de brancas nuvens. depois o sono despertado pelas vertigens e vômitos, e a parir a verborragia arrastando as palavras dentro do estômago como se fossem filhos a sair da vagina arrebentando-lhes as entranhas até rasgar o intestino. não grita. nenhuma dor física é maior que a propriedade de saber-se dela a dor e de mais ninguém. finge sorrir. vale tudo. até submergir da revelação para o naufrágio da aparência a fugir da carne como se não fosse sua. ou dela. sabe que o tempo é marcado e acreditando que é a última vez que seu peito suporta tanta pressão, contendo um ar que parece que vai explodir, ainda vai sorrir com mais convicção. de fingimento. na volta, e se antes do medo, há de ser do pesadelo acordado à serenidade do espírito e do corpo, ainda que dolorido. e porque confia que só mesmo um poema de cura para salvá-la de si mesma, está escrito.
segunda-feira, 26 de março de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
Porque o mundo é dos mais fortes, dos mais inteligentes e dos intelectuais. Não há mérito algum em ser honesto e não se vincular à hipocrisia. O que importa é o perfume dos verbos cheirando à lavanda fresca e a linguagem que vai nascer poema para renascer em poesia. Analfabetos, ou quase isso, que resumam-se às suas insignificâncias e mantenham-se distante de tudo e de todos. A burrice contagia. É pior que a falta de caráter.
Sabia que por mais que tentasse me prevenir, ainda assim, não cabia nesse espaço. Sabia, e entretanto, insisti em contrariar a lógica. Críticas? Não por elas. Pela vergonha de ser tão original em toda a minha falta de criatividade. Perdi as contas que minhas epeedices foram motivos de zombaria e de humilhações. Pele com pele de epee, sofria os reflexos de sua inabilidade com as imagens e com as palavras. E resistia. Mas até para resistir é preciso ter o mínimo de amor próprio.
O mundo vai continuar sendo dos mais fortes, dos mais inteligentes e dos intelectuais. E o mérito, também será de quem souber beijar as palavras e lançá-las ao vento em busca de prazer ou de medalhas. Prefiro a solidão como companhia a me declarar parte integrante deste meio. Não eu. Não epee. Somos, e sempre seremos a mesma pessoa: Teresa Cristina S. Alves de Castro. Torta, velha, loura e burra! Mas humana. Pela raça e pelo coração. Com todos os meus defeitos, transparente em todas as minhas atitudes e sincera. Antes eu e meu precário vocabulário a ser uma farsa ou um plágio de alguém ou de alguma coisa que não corresponda à minha realidade.
E quem não gostar, ou não aprovar, paciência. Há janelas e janelas. E além delas, a opção de ser seguidor ou leitor. Ou nem uma coisa nem outra.
E quem não gostar, ou não aprovar, paciência. Há janelas e janelas. E além delas, a opção de ser seguidor ou leitor. Ou nem uma coisa nem outra.
segunda-feira, 19 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
soca as mãos na mesa num rompante imprevisível e grita à dor que se faz presente. acrescenta-se a ela, uma lágrima, depois outra. visível a pungência que torna abstrata a realidade por ter sido o vértice de uma inconsciência relativa. falta-lhe o ar. faltam-lhe as pernas. e tomba à esquerda da sepultura que há muito a aguardava.
quarta-feira, 14 de março de 2012
¬Cruz Filho
imagem net
“Este amor é como a árvore de sândalo, / que, ferido de morte, inda perfuma / o gume do machado que o golpeia.”
terça-feira, 13 de março de 2012
escreveria sobre os amantes e os amados. falaria sobre os beijos de boca, sobre a união dos corpos e das almas, das mãos entrelaçadas, das risadas em cumplicidade, da busca, dos encontros e dos desencontros. conservando o mistério, confessaria segredos e desejos. desenharia um céu como cenário e nele a lua teria um lugar de destaque, também as estrelas, como se fossem olhos, e não permitiria que nada ofuscasse seu brilho. ah... e escolheria uma canção só para eles. pontuaria todo o texto com exclamações e reticências e em cima de cada letra 'i' colocaria um coraçãozinho no lugar do pontinho. infantil, diriam alguns. ridículo, outros. escreveria um final sem dor e sem desamor, apenas porque o amor, depois de muito ser vida, na hora da despedida, quis descansar à sombra de uma árvore e respeitaria sem alimentar a tristeza ou a saudade. mas até para isso era preciso existir uma mulher, um homem e o amor. e escrever a história seria o de menos.
segunda-feira, 12 de março de 2012
¬salvar como
se do medo a dor, maior da anestesia. aos dias e à vida. arrastam-se as palavras. encurralam-se pronomes e adjetivos, mas a vontade de superar-se precisa existir, nem que seja na folha de papel. no pinga soro das horas, contam-se os minutos finais para o tempo do verbo absorver a presença que é solidão e angústia. presente. do passado, nem a memória resistirá ao tempo. salvam-se os sorrisos recuperados no sono perdido, a acreditar em si mesma e a confiar no futuro um cenário que lhe trará uma nova vida. ainda que velha.
domingo, 11 de março de 2012
¬carretel
se dela o ponto, dele a linha; se dele o caminho, dela o conto; se dela o bafejo, dele o desejo; se dele o beijo, dela os lábios; se dela a paleta, dele a cor; se dela o sabor, dele a caneta; se dela a palavra, dele a letra; de dele a terra, dela a pá; se dela a pele, dele a fragrância; se dele a essência, dela a carícia; se dela as reticências, dele a exclamação; se dele a canção, dela a melodia; se dela a sinfonia, dele a rima; se dele o verso em poema, prosa ou pensamento, dela a poesia; deleite dos dias e das noites também. teoria ou teorema, se deles, amém.
segunda-feira, 5 de março de 2012
como um alarme programado para despertar. não adianta correr, fugir ou ignorar. é preciso muito mais que conhecer letras, regras gramaticais, sinais de pontuação, concordância verbal e etcetera e tal, para merecer o carinho do corpo textual. é preciso saber colorir palavras, dar-lhes vida e beijar-lhes a face. ou a boca. provocar cócegas ou choro; dor ou êxtase. trabalhar frases com aromas e gostos. desnudar pele e alma, marcando pausa e melodia ao mesmo tempo. ou então, desistir. e admitir que o caminho mais sensato é o rascunho, de preferência trancado dentro da gaveta com uma víbora dentro.
epeedices à parte, o que nomeio de pedaços é mais, muito mais. é a chave, porta e campainha. brisa e ventania. palavras enviesadas escritas à imensidão de linhas retas. todas elas, sem exceção. se da noite a saudade dedicada à despedida, e se, num instante, ou se por acaso, não é minha a lembrança do primeiro beijo da manhã, que convida ao interesse, ou à curiosidade, pela afinidade dos versos bafejados de desejo, faço da defesa minha melhor acusação e dou à palma, a razão. se da ignorância os sentimentos que não nos pertencem, do conhecimento o nascer do verbos a colorir a página em branco. se grito de amor ou dor, vida. se da lágrima o sangue, nenhum script. notas de gratidão, respeito e admiração por emprestar asas e por somar, enquanto insisto em subtrair. por ensinar a sorrir mais que chorar. por ser ponte. e horizonte. por ser tudo e muito.
domingo, 4 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
anestesiada no vazio incomensurável de sua existência, batalha inquirida contra a essência dos sinais que respeitou. não saiu dela nenhuma resposta à perda de liberdade e dignidade que foi por ela responsabilizada. tanto tempo depois e para sempre. nem à perda de todo o sangue escorrido pela ausência sofrida. cansada de resistir como um animal [não mais, não tanto] aperta as próprias mãos até quebrar os ossos e arrasta-se de dor no sentido oposto ao ritual que perseguia seus instintos mais viscerais. desconhece o verbo que a chama. desconhece se atenderá ao seu chamado. fecha os olhos e entrega-se.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
a negligência dos travessões foge à regra da pontuação sem qualquer espécie de constrangimento. ou consciência. o enredo é senão um contorno pontiagudo na estrada que diz que a paciência deve ser mais forte que a própria força, mas não prova. porquês juntos e separados, acentuados ou não, em começos, entremeios e finais de frases não justificam a existência da folha que não teve a pretensão de ser escrita em alto-relevo. estou cansada demais para elaborar teses e travar monólogos que deixam mais espaços vazios a preencher a linha que se mostra como reta. há curvas sinuosas de eventos inesperados. e nem sempre importa quem é resgatado primeiro ou por último se o corpo estendido no chão não chegaria nunca ao seu destino. porque nunca houve um. ou dois. nem junto nem separado.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
¬rascunho
nenhum paraíso. nenhum inferno. nem fel, nem mel. nenhuma canção, voz ou entoação. nem porta-voz. nenhuma sílaba, nenhuma monossílaba. nem nota. de pé. ou não. nem suspeição, nem insuspeição. nenhuma anatomia, física, ou fisiologia. nem geografia. nem na morte. ou na vida. nem insurreição ou previsão. ou não. nenhuma vogal, consoante ou sinal. nem ponto, nem traço. nem laço. só essa merda. essa coisa mal[dita], estranha, perdida, eivada, mas viva, cravada nessa linguagem indecente.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
e ter a sensação de nunca estar inteira, de que falta não a parte, mas o todo. um verbo a acariciar, uma palavra a confortar. um corpo para ser abrigo e abrigado. desejo de ser boca e beijo. presença. e na ausência, saudade. ponto e conto. reticências... som e imagem. língua e linguagem. pauta. ata. minuta. adenda e emenda. ementa. tudo e nada. e nada e tudo. vice-versa. reverso e anverso. sem ser verso. ou ilha. texto sem pré-texto. exceção. prazer. emoção. amor e amada. mulher. tão e tanto. enquanto. portanto.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
e foi pensando em me esconder que me revelei. e foi pensando que seria capaz, que me descobri incompetente. epee foi um erro. um erro do qual não me arrependo, mesmo quando a sensação de fracasso supera a gratuidade de uma recompensa que não existe. minha intimidade com as palavras no que diz respeito à minha própria temática é um dissabor. falta criatividade, e além dela, habilidade. minhas fotografias não valem nem um título. e meu discurso, por ser tão sincero, sempre beira à hipocrisia. ou pior, sugere que estou à espera de um elogio. cada dia que passa, as chances de ter um repertório coerente com a pessoa que sou, diminuem. as palavras fogem. as letras se escondem. e eu me sinto imensamente só e perdida em meio desse grande vocabulário que são os blogs que estou acostumada a ler. e se antes tinha orgulho de figurar em alguns espaços, hoje em dia sinto vergonha. uma vergonha para uma culpa que não assumo, porque minha incompetência com a falta de temas ou com a poesia que não existe em mim, não pode servir de parâmetro à minha dignidade. mas é o que acontece. a impressão que tenho é que estou roubando uma cena, ou um lugar, que não é meu. que nunca seria. como se pudesse imaginar, ou prever, que se fosse descoberta, sairia daqui a pontapés. isso é mundo real. não tem a ver com fantasia. tem a ver com a minha realidade. é ela quem me diz o quanto esse mundo não me pertence e o quanto estou distante de um dia, porque o sol brilhou e resolveu sorrir para mim, uma vogal se revelar como leitora. e se antes ainda tinha alguma dúvida sobre o que estou fazendo aqui, não tenho mais. dessa vez, foi pensando em fugir que me encontrei. exercer o meu direito à leitura e procurar um destino coerente às palavras que brotam em mim, comentando, é mais importante que escrever epeedices.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
é tempo de acolher as pétalas que começam a cair. tempo de juntar os pontinhos, guardar as vírgulas e esperar pelos parágrafos. tempo de sorrir e acreditar nas tonalidades que vão colorir essa página, ou essa paisagem, com uma nova linguagem. ainda que o corpo, esse velho companheiro, se esqueça, de quando em vez, do quanto é guerreiro.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
quando todas as coisas que eu sinto deixarem de fazer sentido e o tempo parar de contar os dias por páginas mal escritas, e o presente se resumir num caderno da memória perdida entre a próxima página e um ponto. ou linha. e qualquer língua parecer a minha, ou o dedo, ou mesmo os traços, quadrados, não apostem na probabilidade das semelhanças. mesmo que o retrato não corresponda à imagem real, ou omita um pedaço de mim, minha dignidade não permite o anonimato para além daquilo que minha linguagem e minha originalidade, exigem. não há a possibilidade de um artigo indefinido. é pronome. é pessoal. e é intransferível. não pertenço a nenhum caminho, senão o meu próprio. às tintas de origem sombria, é verdade, mas lúcidas. às notas de rodapé sem qualquer segredo ou mistério, ainda que atrapalhadas. um abecedário numa caligrafia inconfundível. como uma carta de baralho marcada, e de tão velha, adivinhada. ou como um livro, cuja introdução, já dispensa qualquer leitura. ou interesse. um enredo de fácil compreensão. com final feliz para uns. sem final feliz para outros. com linhas para todos. exceto para mim. essa sou eu. do amor ímpar. e, sabe, feliz por ser assim.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
na radiografia hemorrágica que precede o caminho de pedras, não há tema. só o sangue a escorrer longe do conta gotas. virgulando minhas epeedices tento não sucumbir ao monólogo. alterno as páginas da memória suprimindo as interrogações. aposto no apóstrofo, no aposto e no vocativo. no vocabulário relativo e no silêncio das exclamações. mas sempre percorrendo linhas de pontuação transparente e atenta ao traço que me prende à oposição reversa de um dilema. e assim, enganando os dias sem infringir nenhuma regra da língua portuguesa, desço no último parágrafo. respiro fundo e antecipo o mergulho. só por respirar. só porque sim. só por não poder fugir.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
a vida em câmera lenta, o fogo cruzado, as palavras à flor da pele, uma escrita ao vento, um vocabulário estranho e deficiente. e nunca suficiente. as lágrimas a transbordar num futuro incerto, revirando alegrias e lamentos, sabendo que é do tempo, que não corre à medida da vontade, as respostas. a saudade doendo sílabas de contenção desastrosa. a impressão de que o coração nessas horas para de bater. mas não. ele continua lá. sístoles e diástoles travam uma guerra de foice pelo ritmo correto até se dar conta de que é apenas uma sobrevivente. nem mais.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)






















