sábado, 12 de janeiro de 2013








às vezes perco o foco, mas nunca a vontade de acertar.

domingo, 30 de dezembro de 2012







sobre a folha, todas as marcas, e todas as palavras. e todas elas, desprezadas.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012








há palavras que não sei escrever por dentro...

quarta-feira, 31 de outubro de 2012








espero-te à direita da página, do outro lado da folha, no avesso do verso e à margem de um sonho, pronta a beijar-te as asas... a ser[me] Poema, e eu, tua Poesia... não demore.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012








tu, que não me lês, oro[te]. respiro fundo e junto ao peito as mãos em oração, entrego-te as asas. em amém, voo.

domingo, 28 de outubro de 2012








num instante pego papel e caneta e elejo a vogal como atração principal. desenho um céu, uma lua e algumas estrelas. e voo.

sábado, 27 de outubro de 2012








dê-me as asas e dou[te] o voo.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012








o voo atrasa o amanhecer quase aceso na matéria fumegante do dia com os lábios úmidos e quentes. presa às asas, seguro[me] àquele instante de melodia em ritmo crescente antes do bater de asas final. hoje, não quero acordar.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012








Há uma paz luminosa que acende a pele sempre que o voo é das asas (nossas)...

quarta-feira, 24 de outubro de 2012








Com a calma de saber-te asas, antes que falte tinta à pena para o impossível que somos, ou sobre língua aos dedos para escrever o verbo, voa... vamos juntar pétalas, fazer braços de estrelas... e pintar de luz a pele.

domingo, 21 de outubro de 2012








não saíra dela o poema, mas serena à paisagem dos dias de Primavera, atreve-se à colheita das flores e perfumes de cada verso do jardim. dele. lambe os lábios em seiva pura, e sopra-lhe ao ouvido um beijo úmido de carícia e poesia. inebriada pelo aroma, recolhe as folhas e as pétalas espalhadas pelo chão a duas estações, dela, transformando o chão árido num tapete macio e colorido, fértil de imaginação... e nem se dá conta das duas asas que lhe nascem.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

domingo, 14 de outubro de 2012

terça-feira, 9 de outubro de 2012








árvores de uma raiz só...

sábado, 6 de outubro de 2012







[imagem net]

Os anos de memórias que estão impressos na minha carne não estão ao alcance de meu papel. Minha pena só conhece o botão à flor, e o jardim do hoje é perfumado à espera dos dias de sol. Para viver e morrer de lua a cada pouso d’asas, para vislumbrar o céu por tanta luz e amando cada instante do presente pela dádiva dos sorrisos movida pela fé crescente, ainda que desarmada dos sonhos. Mas tão essenciais.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012







[imagem net]

ficara a saudade viva desejando-se contínua na mais surpreendente paisagem, daquelas em que se desenha às fontes e se alcançam miragens de tempos esquecidos. como nos contos de fadas que, ao clarão da lua, faziam brilhar pedrinhas brancas espalhadas pelo chão...

segunda-feira, 11 de junho de 2012







[imagem: Lissy Elle]

quinta-feira, 31 de maio de 2012

sábado, 26 de maio de 2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012








há os reflexos. e as reflexões. no fundo há sempre algo. na superfície também. o corpo está ali mergulhado. e por ali o pensamento nada. mais, nada.