domingo, 31 de outubro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
¬Direitos Imprescritíveis do Leitor
- O direito de não ler.
- O direito de pular páginas.
- O direito de não terminar um livro.
- O direito de reler.
- O direito de ler qualquer coisa.
- O direito ao bovarismo (doença textualmente transmissível).
- O direito de ler em qualquer lugar.
- O direito de ler uma frase aqui e outra ali.
- O direito de ler em voz alta.
- O direito de calar.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
¬
meu olhar torto... mas bem que te vi e bem que te senti no bem-te-vi que me vendo fez pose e sorriu para mim... e só depois, bem depois, bateu asas e voou.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Quando fechas o livro, eles alçam vôo como de um alçapão.
Eles não têm pouso nem porto.
Alimentam-se um instante em cada par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
Na maravilha do espanto de saberes que o alimento deles já estava em ti..."
Mario Quintana
Mario Quintana
um desafio. íntimo. pode ser o pior. é mesmo péssimo. mas é meu. por quanto tempo, não sei. até onde, também não sei. já segui tantas vezes sem garantia de ida ou de volta... e sempre voltei. no mais, no menos, é só um espaço, físico. outros valores, outras palavras e minhas convicções. essas, em linha reta, sem curva, sem ponto-pergunta. apresentem-me a fatura, o pagamento continua sendo à vista.
sábado, 16 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. [...] Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero o meu avesso. [...] Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. [...] Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo, loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que 'normalidade' é uma ilusão imbecil e estéril."
Oscar Wilde
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
¬substituir-te pelo vento
Deito fora as imagens.
Sem ti, para que me servem
as imagens?
Preciso habituar-me
a substituir-te pelo vento,
que está em qualquer parte
e cuja direcção
é igualmente passageira
e verídica.
Preciso habituar-me ao eco dos teus passos
numa casa deserta,
ao trémulo vigor de todos os teus gestos
invisíveis,
à canção que tu cantas e que mais ninguém ouve
a não ser eu.
Serei feliz sem as imagens.
As imagens não dão
felicidade a ninguém.
Era mais difícil perder-te,
e, no entanto, perdi-te.
Era mais difícil inventar-te,
e eu te inventei.
Posso passar sem as imagens
assim como posso
passar sem ti.
E hei-de ser feliz ainda que
isso não seja ser feliz.
Raul de Carvalho
[das páginas de Paula]
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
¬Kalunga
"O mar é Kalunga
A morte é Kalunga
A fatalidade é Kalunga,
O trabalho escravo é Kalunga"
Antonio Agostinho Neto
Antonio Agostinho Neto
sábado, 18 de setembro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
¬meu silêncio é sua companhia
compaixão. não a compaixão de dó, de piedade, mas aquela compaixão que significa sentir junto, sentar ao lado e viver as dores com o mesmo entusiasmo em que vivemos todas as alegrias, porque na solidão dos dias, da vida, à sombra de perdas e de tristezas, mesmo sem dizer coisa alguma, ainda existem amigos capaz de compreender tudo em silêncio.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
¬Clarice Lispector
"E era bom. 'Não entender' era tão vasto que ultrapassava qualquer entender – entender era sempre limitado. Mas não entender não tinha fronteiras e levara ao infinito, ao Deus. Não era um não-entender como um simples de espírito. O bom era ter uma inteligência e não entender. Era uma benção estranha como a de ter loucura sem ser doida. Era um desinteresse manso em relação às coisas ditas do intelecto, uma doçura de estupidez."
domingo, 12 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
domingo, 5 de setembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
¬ Mario Quintana
"Essas coisas que parece não terem beleza nenhuma é simplesmente porque não houve nunca quem lhes desse ao menos um segundo olhar!"
terça-feira, 31 de agosto de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
domingo, 15 de agosto de 2010
¬Charles Millhuff
as disciplinas que você decide manter, as pessoas com quem você decide estar e as leis que você decide obedecer."
domingo, 8 de agosto de 2010
no alfabeto dolo, a cruz é premissa da culpa que não acorda sonhos, porque nenhuma verdade satisfaz. conceitos existem. preconceitos também. não há verbo que convença a razão que alimenta dúvidas. o cansaço não encurta distância e não faz crescer asas. a tábua de salvação é o oceano ao mergulho. sem saber nadar, submerge. se antes mãos a salvam no instante final, na superfície elas contribuem ao afogamento, tardio. no suspiro, no ar que não entra, a certeza de que podia não ter feito o melhor, mas a convicção de que se fez MElhor. cerra olhos e acorda. a verdade é sua única culpa.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
[foto-presente]
procuro palavras encontro advérbios e verbos que se contradizem em consoantes e vogais que não se tocam no quadro negro de tinta verde o giz é transparente o pronome é singular e pessoal o substantivo feminino é de treze letras e na ausência da pontuação sua penitência é a solidão.quinta-feira, 29 de julho de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
domingo, 25 de julho de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
sábado, 10 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
pudesse escrever escrevia
pudesse falar falava
pudesse cantar cantava
pudesse voar voava
pudesse gritar... não gritava
pudesse segurar segure
pudesse sentir sinto
pudesse saber sabia
pudesse querer quero
pudesse amar
amava
pudesse fechar abria
pudesse sonhar acordava
pudesse chorar
sorria
pudesse lutar lutava
pudesse pintar pintava
pudesse escolher escolhia
pudesse brilhar brilhe
pudesse ouvir ouço
pudesse esperar espero
pudesse esquecer lembrava
pudesse abraçar
abrigava
pudesse beijar
tocava
pudesse morrer
preferia viver
quarta-feira, 23 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
[foto-presente]
entro nesta casa como se fosse pela primeira vez. do cenário vejo paredes limpas. procuro a poltrona de dois lugares e sento-me. a olhar quadros reconheço-me em alguns deles. a música, som em silêncio de vozes, anuncia sua chegada. trazes sorrisos e flores. margaridas. abrigo consentido no corpo que conjuga reciprocidade e cumplicidade. tempo a ser feliz.
¬minha boneca
[imagem net]
porque a boneca ficou lá… sozinha… por um bom tempo… coitadinha… torcendo pra que o armário se acabasse em traças e cupins… alguém disse “ser lixo de si mesma…” seu vestido, de azul-turquesa… de tão sujo… mais parecia verde… e ela não gostava de verde… seus cabelos não eram mais loiros… o tempo do armário os deixou vermelhos… na face… duas bolinhas vermelhas denunciavam vergonha… uma tristeza infinita… e o coração… vazio… vazio de esperança… de felicidade… vazio de amor… coitadinha… ela sofria… alguém também disse que se boneca não fosse… “seria trapo humano… consumida sem culpa…” também houve quem apostasse na recuperação… bonecas tendem a ter lojas de bonecas… hospitais de bonecas… alguém passou… estendeu as mãos… e a boneca… coitadinha… aceitou… de mãos dadas… ela passeou por bosques… sobreviveu aos leões… às gazelas… deu volta no lobo-mau… não comeu as maçãs da cestinha da bruxa… e o príncipe até passou em seu cavalo branco… ela não o reconheceu… e ele seguiu adiante… a boneca… coitadinha… não queria um parceiro… ela precisava de um amigo… e tinha… depois… ele emprestou seus olhos a ela… e o céu… aquele… passou a ter uma estrela que brilhava sempre que ela precisava… seus olhos estavam lá… no céu dela… por muitas vezes ela fechou os olhos… fechou as mãos… e pediu: “me re-escreva” e ele… de homem… se fez Poeta… e não sei bem como… re-escreveu uma história pra aquela boneca… até que um dia a boneca pediu asas… e ele disse: “vai ter de aprender a cair algumas vezes…” e sempre que acontecia… ele estava lá a ampará-la da queda… a impedi-la de cair no abismo… até que a boneca… coitadinha… desisitiu de voar… voar era um dom… que ela… boneca… não tinha… um dia… não se sabe como… ela achou que ele tinha soltado suas mãos… e arriscou em escrever… depois de muito tempo… sua própria história… teve medo… precisava da aprovação dele mesmo que fosse pra reprová-la… fez-se silêncio… ela ousou e apostou em estar usando a tinta adequada ao papel de carta… ela acertou na escolha… e de boneca coitadinha… feia e maltrapilha… no seu vestidinho azul-turquesa… hoje… novinho… agora ela voa pelo céu… livre… livre… nas asas de quem a acolheu… leva no olhar um brilho… que ela aprendeu a conhecer… esperança! no peito… ainda velhas canções… nenhuma dor… coragem! na intimidade… de boneca… uma nova mulher… uma linda mulher… que entende de desejos… e sobretudo… sobretudo de magia e de oceanos… de felicidade… de amor… de amor de amigo que se faz num simples estender de mãos… e braços… nos abraços… de quem recebe… e acolhe no peito… um grande amor… mas não dessa vida… que ela como boneca… sabe.
terça-feira, 1 de junho de 2010
¬doce convicção
podemos parar... e podemos prosseguir... podemos parar... parar de sentir... podemos des'sentir. e podemos prosseguir... parar a sorrir... e parar... de prosseguir. parar a sentir des'sentir... e podemos parar a desistir em prosseguir... a opção é uma doce convicção...
domingo, 30 de maio de 2010
há certezas que prendem asas. há dúvidas que possibilitam o voo. e há convicções que cegam palavras. há dias que viver não justificativa. há dias que viver explica. não pergunte que dia é hoje. alguém disse ser domingo. acredito. o chão que sustenta é o mesmo que desequilibra o sentido e faz da linguagem imprópria, um porto, não seguro, de pontos-perguntas... no cerrar de olhos, ouvidos e boca. o olfato esconde medos que já não cabe mais fugir. a ausência do discurso inédito traz a cor da oração sofrida em tempo perdido. em face única a coragem é mais forte que qualquer medo. o tato delata, obediente, respondo meu nome ao grito silencioso e me confesso, contradita. porque é domingo. porque alguém disse e acredito.
sábado, 29 de maio de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
v
o
a
leve essa saudade pra bem longe de mim lá no alto, bem alto, ao cegar dos olhos solte-a talvez sobre o oceano talvez sobre a terra infértil e me traga um sorriso um beijo ou um abraço e me faça feliz de modo a querer morrer pra renascer em asas de mim...
quinta-feira, 27 de maio de 2010
¬Antoine de Saint-Exupéry
"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!"
quarta-feira, 26 de maio de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
não. não estou pregando o discurso hipócrita de dizer que nunca menti. eu me esforço pra não mentir, mas já menti. menti pra me favorecer e menti pra favorecer alguém... menti porque não tive alternativas... menti por conveniência e por egoísmo... já menti porque não me deram a oportunidade de ser sincera. e também menti em omissões que se fizeram necessárias. justificar, não justifico. nenhuma mentira justifica. dizer que me sinto culpada, não digo. que me arrependo, também não. não me orgulho do que fiz, mas que queria o tempo a voltar e refazer o percurso, não! aconteceu. ou porque tinha de acontecer ou porque não tinha de acontecer. não admito o dedo em riste a confessar a mentira. pode não fazer de mim a melhor pessoa, mas não me torna pior do que ninguém. não contraio débitos e meu pagamento continua sendo à vista, só não dou a cara ao tapa. [não mais]
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Octavio Paz
quinta-feira, 20 de maio de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
[imagem net]
quinta-feira, 13 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
éramos tão crianças... fazíamos papagaios de folhas de papel e depois os soltávamos pela casa e você a correr atrás deles gritando... montávamos castelos, carrinhos e aviões com peças plásticas e depois lamentávamos quando tínhamos de desfazê-los... na pracinha, próxima de casa, você juntava folhas secas como quem colecionasse um tesouro... aos 2 anos tinha fixação por carros, conhecia todas as marcas e modelos... aos 3 anos lia e escrevia diversas palavras e já dominava outro idioma... aos 4 já era completamente independente... você crescia numa velocidade absurda e por mais que eu tentasse acompanhar seu ritmo, não conseguia te alcançar... na primeira vez que foi à escola, não soltou do meu pescoço, chorava feito um menino manhoso e não tive coragem de deixá-lo sozinho... foi assim no dia seguinte, e no outro, e no outro... até as outras crianças passarem a me chamar de tia... um dia você me disse que não precisava mais ficar com você... seus olhos negros em contraste com os cabelos enroladinhos e louros me inspiravam confiança e sabia que estava sendo sincero... um dia alguém te apresentou uma coleção de pedras semi-preciosas e você nunca mais parou de colecioná-las... cuidava delas como se fossem jóias, sem mesmo saber o valor de uma jóia... foi você quem me ensinou a compreender meus sentidos e a respeitar minha limitação... a aceitar que todo o amor do mundo pode não ser o suficiente, que dores existem e tristezas também, mas amor demais não mata, o que mata é a falta dele, do amor... algumas tempestades nos chegaram em pleno verão e desabrigados, resistimos... sempre resistíamos... até que um certo dia acordamos e não vi você... ou eu acordei e não te achei mais... alguém tentou me convencer de que toda verdade havia se transformado numa grande mentira... e eu não quis acreditar... na rua procurava seus olhos, aqueles olhos negros e embora o cabelo já não fosse mais louro, eram neles que fixava toda minha atenção... as pessoas não sorriam, acho que nem me percebiam, mas eu continuava lá, a te buscar em todos os lugares... e o mundo, depois de mim e de você, já não era mais o mesmo... descobri que existem pessoas que veem mentiras em verdades e se contentam com elas... e há quem sinta vergonha em virtudes... neste caso já não há o que fazer... mundo pós-mundo, vida pós-vida... às vezes penso que minhas convicções vão se desfazer num instante qualquer e vão se transformar em montes de folhas de papel... soltas... ou em peças plásticas guardadas, próximas umas das outras, mas dolorosamente separadas. ainda guardo as letras avulsas contornadas com lápis de cera colorido onde escrevo teu nome com uma única letra e formo frases desconexas... curiosamente, as mesmas palavras que me flagelam me possibilitam o reencontro imaginário com você... não contenho palavras, não retenho frases... e toda dor passa... as palavras brotam sempre no fim do dia, de todos os dias... crescem e depois que as transfiro a você, elas morrem comigo... é assim desde que você nasceu. como amante do abecedário, as convicções renascem ainda que eu não consiga expressar com clareza que elas significam, elas existem, é que de fato importa... escrevendo encontro você no chão da sala a rir... a se divertir um tanto em soltar aqueles papagaios... e imaginariamente voamos juntos.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
¬são[me]
em Jorge, que é o são do dia, liquidifico pronomes oblíquos na ilusão do anonimato e assino a petição com meu nome próprio de ti. no dragão, que pouco sei da história e no Guerreiro que te veste a [a]rmadura, te oro o Pai do 'pão nosso de cada dia' e dispenso a bênção da manteiga que reside na tentação... já não me lembro [de mim] e não me esqueço [de ti]... já nem conto os dias, nem os passos sem ti... tua espada é tinta usada em tuas palavras... feito razão... feito pássaro [de mim] e só então... passareio em ti.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
¬à fórceps
escrever é um martírio, umas vezes, necessário. há tempo de calar-me e há tempo de denunciar-me. qualquer tempo, no meu tempo. bebo água no coco e resisto à cafeína. piano de mim que te faço de voz e aborto a rouquidão que me nega a defesa no ônus da culpa, que não me desculpa, mas me salva do abono disfarçado. embrulho verbos em laços de fita perfumados e imploro o discurso. teu silêncio sinaliza a oratória e me devora. se devo ler nas entrelinhas, ensina-me. se da linguagem involuntária nascem os gestos, mostra-me. desfaça o laço, abra teu presente e decifra-me. em margem de acertos, pontue finalmente a retórica. dá licença.
domingo, 18 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
¬palavras[te]
no outono dela era prim[a] a vera dele... uma palavra... o amor... a um... a duas mãos... a dois olhos... num corpo... num só querer... num só pensar... um cheiro... um não beijo... um não contato... um desejo, único... um amor solitário... um sorriso a dois...
quinta-feira, 8 de abril de 2010
¬livro-me
és [testa]mento[me] no livro de páginas cont[a]das... uso verbos e advérbios, solto palavras, prendo outras... [a]trevo[me] dos sentidos... abro parênteses a pronomes e camuflo nomes... fecho[te] em confissões... a caneta é marca em textos... desenho imagens, umas vezes coloridas, outras[p&b]... rabisco[te] homem... acendo[me]mulher... em vida de razões... folheias[mim] e achas[te]. procuras[me] mas é [ti]que encontras... porque já não sou eu, sou[si]. oro em santo, ben[diTo] pacífico [a]tlântico ao Francisco, o Assis e rogo à santa Rita, em Cássia que [te]sejas feliz e que a graça em [m]aria conduza essa história... em páginas de livro[teu] que escrevo com a [tua]tinta meu corpo.
'vem comigo no caminho eu te explico' e fui.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
¬trago-te
trago[te] peito [a]dentro, na saudade que sustenta a ausência permanente. trago[te] em doces lembranças de um passado presente [re]cente. trago[te] e bebo[si] em fonte...
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)

















