quinta-feira, 27 de março de 2014

Viver aperta...







Noite de frio onde o corpo não se aconchega. A solidão é tanta que faz crescer água na boca. E as mãos, em abandono, procuram refúgio na comunhão do verbo com a oração. Nenhuma frase nasce sem que a presença do pronome exista para ampliar a paisagem. E a cada nova tentativa, mais estreita eu me torno.

3 comentários:

  1. «a cada nova tentativa, mais estreita eu me torno» gostaria de ter eu escrito isso....

    tocou-me.

    um beijo, querida.

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  2. Não é vulgar nem teria de ser
    mas é belo
    talvez por isso

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  3. Ahhh você sempre falando tanto com tão poucas palavras... é sempre culpa do pronome, nas vezes em que insistimos para atalhar a paisagem.

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