quarta-feira, 28 de dezembro de 2011









não há verbos. o mundo é dos numerais cardinais. nem primeiro, nem segundo. próximo. dos pronomes. idem. das [pré]posições e das fluências da linguagem. dos substantivos. vivos. dos versos a soprar desejos a alimentar a carne e das interjeições. das conjunções sem alternativas aos encontros ritmados. meus artigos cheiram a lavanda barata. meus adjetivos apontam iguarias lexicais no fim da linha. ou da reta. final. qualquer coisa que beira à inutilidade para se afogar no raso. mesmo. é assim. não foi eu quem disse. eu li! com todas as vírgulas a me cortar em pedaços. noves fora nada. uma classe gramatical ordinária. dane-se!!

4 comentários:

  1. No Universo, acabamos por ser sempre um Noves Fora Nada. Mas é mesmo por isso que temos e devemos primar pela diferença para quando nos transformarmos nesse nada (para o Universo) sejamos Tudo, ou, pelo menos, para aqueles que verdadeiramente nos amam....um TUDO....
    Por isso existimos...para não permitirmos que por muito que as adversidades custem, as mesmas nos transformem no Nada....porque Esse NÃO EXISTE....

    Bjs
    Carli

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  2. És colericamente linda ao escreveres!

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  3. ...trato gramatical exposto sem regras de lingua-gem...

    Bom Ano aquele que se avizinha

    Abraço-te

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  4. Desprotegida a noite foi assaltada por memórias
    Azul profundo
    Carmim
    Amarelas
    Seus braços abertos se encheram de sono
    Seu cabelo solto de vento
    Seus olhos de silêncio.

    Odysseus Elytis -Sete Nocturnos (5)
    trad. Mário Cláudio

    Feliz 2012, Epee.

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