sexta-feira, 28 de outubro de 2011

¬luz, câmera e ação!









não sei das asas. sei dos pés. no chão. da vida a arrancar a carne e a remendar o que é possível. na caducidade do tempo, tudo passa. tudo seca. sangue, suor, lágrimas e saliva. toda a dor um dia acaba. toda a maldade cansa. toda a mentira dança. as dificuldades dos dias fazem parte da memória apenas como prova de que foram vividas. e vencidas. no fim, importa o pouco. do corpo, as mãos. ficam os beijos. ficam os sorrisos. e toda a luz de um saber que precisamos para acender os dias à realidade do que nos restou. no fim, ficam os partos sem dor. 

5 comentários:

  1. fica sempre algo e como bem diz.
    os partos sem dor.
    para reflectir.

    um beij

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  2. Dos partos sem dor,não é de estranhar que uma das Vidas sucumba...à dor!... Do corpo, as mãos são ineficazes quando a descida já se entregou ao final da corrida; talvez como uma meta que se atinge sem conhecer o sabor da vitória. É um fim sem alternativa de um começo que nem sempre acontece!... Não é como dançar nas misteriosas pistas do deuses nem como ver dançar quem sabe!... É uma total incompatibilidade entre o passo que se quer dar, o que se dá e o que achamos que os outros querem que demos!...
    Os dias são tão reais quanto as noites e estas, as noites, não se importam de embalar a insónia que a habita até ao nascer do Sol que tarda!... O pôr do sol vem logo a seguir!... Sem qualquer brilho escondido nas mãos, nem nos olhos, nem nos beijos que, também eles, se vão com a noite para se perderem nos dias!... É o que resta das certezas, das dúvidas... é uma forma de FIM, sem alternativa ao encontro da vontade e dos tais Partos sem dor!... Há uma proximidade entre a morte a Luz dada à nascença... fugaz e para sempre duradoura!... Como uma lembrança que só a Vida permite; depois dela... nada mais resta!... Nem o fim.




    Bom fim de semana



    Abraço

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  3. Mesmo antes dos partos, de partir... fica a dor.

    Beijinho e votos de bom fim de semana.
    Da tua amiga, Ná, decididamente na outra casa.

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  4. Um texto que ofusca, que rodopia, que enternece, que faz sentir que tudo é efémero... mas que no fim há uma paz na qual permaneceremos!
    Talvez contrariados... mas em que permaneceremos.

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  5. gosto da luz da fotografia, mas n gosto do objecto fotografado :(

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