escrever é um martírio, umas vezes, necessário. há tempo de calar-me e há tempo de denunciar-me. qualquer tempo, no meu tempo. bebo água no coco e resisto à cafeína. piano de mim que te faço de voz e aborto a rouquidão que me nega a defesa no ônus da culpa, que não me desculpa, mas me salva do abono disfarçado. embrulho verbos em laços de fita perfumados e imploro o discurso. teu silêncio sinaliza a oratória e me devora. se devo ler nas entrelinhas, ensina-me. se da linguagem involuntária nascem os gestos, mostra-me. desfaça o laço, abra teu presente e decifra-me. em margem de acertos, pontue finalmente a retórica. dá licença.

Na escrita, na vida, sempre me denuncio. Não sou de sinais, de códigos, de culpas. Sou o que Sou e só quero quem Seja.
ResponderExcluirA Primavera aqui já vem de dentro
boa tarde com oceano pelo meio
di[z]pensa
Fórceps!... Frios, Cruéis, Alheios, Rígidos... Mas necessários!... Maus diagnósticos de vinganças pessoais; vá-se lá saber porquê!!!... Mas, com sorte, o rebento crescerá sem traumas!
ResponderExcluirEscolha entre... beijos e abraços