segunda-feira, 19 de abril de 2010

¬à fórceps








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escrever é um martírio, umas vezes, necessário. há tempo de calar-me e há tempo de denunciar-me. qualquer tempo, no meu tempo. bebo água no coco e resisto à cafeína. piano de mim que te faço de voz e aborto a rouquidão que me nega a defesa no ônus da culpa, que não me desculpa, mas me salva do abono disfarçado. embrulho verbos em laços de fita perfumados e imploro o discurso. teu silêncio sinaliza a oratória e me devora. se devo ler nas entrelinhas, ensina-me. se da linguagem involuntária nascem os gestos, mostra-me. desfaça o laço, abra teu presente e decifra-me. em margem de acertos, pontue finalmente a retórica. dá licença.

2 comentários:

  1. Na escrita, na vida, sempre me denuncio. Não sou de sinais, de códigos, de culpas. Sou o que Sou e só quero quem Seja.

    A Primavera aqui já vem de dentro

    boa tarde com oceano pelo meio


    di[z]pensa

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  2. Fórceps!... Frios, Cruéis, Alheios, Rígidos... Mas necessários!... Maus diagnósticos de vinganças pessoais; vá-se lá saber porquê!!!... Mas, com sorte, o rebento crescerá sem traumas!




    Escolha entre... beijos e abraços

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